“Tomei ciência da existência do The Moody Blues, acredito que como quase todos de minha geração, através de 'Nights In White Satin' de 'Days Of Future Passed'(67), seu primeiro álbum com a formação e estilo que os tornaram famosos Justin Hayward(vocais/guitarra), John Lodge (vocais/baixo), Mike Pinder (teclados/mellotron/ chamberlin/vocais), Ray Thomas (flautas/percussão/vocais) e Graeme Edge (bateria/percussão). Desde sempre dormi com um radinho de pilha escondido debaixo do travesseiro escutando as AMs da época, Tamoyo e Mundial. E foi numa dessas preparações para me entregar aos delírios de Morfeu que escutei este verdadeiro hino, uma balada completamente diferente de tudo que havia escutado antes, com um singular arranjo de cordas sinfônico e com uma estrutura vocal incomum para uma banda de rock. Um tema mezzo bluesy, mezzo erudito e ao mesmo tempo ingênuo e que, mesmo sem saber nada de inglês em meus 8 aninhos, parecia me guiar com segurança aos meus sonhos. Ninguém podia adivinhar que com aquela canção, e o disco a que ela pertencia, estava surgindo a primeira banda prog rock da história, mesmo que este termo não tenha sido cunhado naquela época”.Em Belo Horizonte em meados dos anos 70, tive contato com todos esses tipos de sons através de Rodrigo e Arnaldo Aroeira, Bremmão, Bia e da inesquecível Radio Cultura de Oliveira Rangel e Cia e os seus Ritmos da Noite. Bons tempos aqueles...
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